Bom dia pessoas

Faz um tempinho que eu não apareço pra escrever mesmo...., correria total, eu passei o sábado passado todo na RS com o Ju pra configurar o exchange (programa de servidor de email muito legal), aí na 2ª feira o que eu faço, o qûê???? fui desinstalar o norton, pois não estava fazendo up date e apaguei alguns arquivos de fundamental importancia pro sistema e o resultado, adivinhem..... pane total rsrs, eu fiquei desesperada, ainda bem que meu chefe não estava por aqui, como assim eu parei a RS por um dia inteiro ?? rsrsrs, pq meu computador é o servidor de internet e ninguém conseguia usar, a não ser por acesso discado que é uma droga...rsrsrs, apelei pro meu super herói de informática Jair Junior e ele me salvou... teve que formatar a máquina e instalar tudo de novo... ótimo, ele foi embora e na terça-feira o que acontece??? meu micro infectado pelo W32.Welchia.Worm, uma bosta de um vírus que ficava toda hora reinicializando o sistema, impossível de trabalhar, mais uma vez RS parada, sem internet...rsrsrsrs, ainda bem que foi no fim da tarde, chamei o super Jair Junior e ele mais uma vez me salvou.... tudo bem que ficamos das 6 às 10 da noite na RS, que eu perdi a aula de experimental do Armando que deve ter sido importante pq semana que vem tem prova, masssss... tudo está funcionando graças a Deus... entenderam pq eu sumi agora??? rsrsrsrs que jegueira..... detalhe: pra piorar tem um mala me enchendo o saco agora, mas não vou falar sobre isso, vai que ele acessa o meu blog... pega mal.... rsrrsrs, sabe mala anta...hahahaha, ABAFEM !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Pois bem, falei com minha mãe ontem, ela vem pra cá dia 08, dia das mães, que bom, fiquei feliz, estou morrendo de saudade, tudo bem que depois que eu falo com ela eu começo a chorar, fico deprimida, reprimo tudo e fico com enxaqueca, enfim, vou superar...... preciso comprar um presente bem tudo pra ela....

Que mais.... hoje tenho prova de analítica (Jung), prova em grupo (08 pessoas) pra fazer análise de um caso clínico, ou seja, vai dar confusão, imaginem 08 pessoas (entre elas euzinha) pra discutir Psicologia analítica e chegar a uma conclusão... não vai prestar... como não tinha todos os textos, divido com o Eduardo, eu vou ler "o complexo" e ele "Tipos de Arquétipos", assim dá pra contrabalancear, né...

Trabalho de Psicologia social, o Fer foi em um convento, super legal... impressionante, elas são totalmente coagidas, não tem opinião, somente um discurso repetido, não tem mais sobrenome, não falam sobre suas vidas pessoais, nível de alienaçao altíssimo, muito legal mesmo, vamos fazer a análise e depois eu posto aqui junto com as fotos....

Acho que chega né...

Beijos pra todos,

Bom fim de semana, esse eu vou estudar, não vai ter jeito, prova de experimental na 3ª e de neurofisiologia na 5ª, to ferrada.....

Sigmund Freud - uma personalidade do século 20

O cientista abriu uma janela para o inconsciente -no qual, a raiva, o desejo e a recepção batalham pela supremacia- e mudou a forma como entendemos a nós mesmos


Peter Gay

Ninguém é neutro em relação a Freud. De um lado, há admiração, até mesmo adulação; do outro, cepticismo, até mesmo desdém. Isso não é uma hipérbole. Um psicanalista que esteja tentando colocar Freud no panteão dos heróis culturais precisa lutar contra críticos incansáveis, que dedicam seus dias a provar que Freud era um charlatão. As partes, porém, concordam em um ponto: para bem ou para mal, Sigmund Freud, mais do que qualquer outro explorador da psique, formulou a mente do século 20. A própria determinação e persistência de seus detratores são um distorcido tributo ao poder duradouro de suas idéias.

Não há nada de novo sobre tais confrontos apaixonados; eles acompanharam Freud desde que desenvolveu o grupo de teorias que viria a chamar de psicanálise. Para muitos, sua idéia fundamental -de que todos seres humanos são dotados de um inconsciente no qual potentes desejos agressivos e sexuais, e defesas contra eles, lutam pela supremacia- pareceu uma noção romântica e impossível de ser comprovada cientificamente.

Freud acreditava que o cardápio de neuroses ao qual os seres humanos são suscetíveis quase sempre resulta de desajustes sexuais. Ele também propôs que o desejo erótico não começa na puberdade, mas na infância. Aos respeitáveis membros da sociedade, isso era pura obscenidade. Sua evocação dramática de um complexo de Édipo universal, no qual (para simplificar um assunto complexo) o menino ama sua mãe e odeia seu pai, parecia mais um conceito literário do que uma tese de um psicólogo de mente científica.

Freud usou o termo psicanálise pela primeira vez em 1896, quando já tinha 40 anos. Em seus primeiros dias, Freud foi movido por ambição e pelo estímulo dos pais a considerar-se grandioso. Nascido em 1856, em uma família judia pobre de Freiberg, na Moravia (hoje Pribor, na República Tcheca), mudou-se com sua família para Viena. Era o primogênito, o "Siggie de ouro" de sua mãe.

Reconhecendo seu brilhantismo, seus pais o privilegiaram com um quarto só para si, para que estudasse em paz. Ele não os desapontou. Depois de uma carreira escolar impressionante, ele se matriculou em 1873 na Universidade de Viena e pulou de um assunto filosófico a outro, até chegar à medicina. Sua escolha foi mais a de um explorador, determinado a resolver alguns dos mistérios da natureza, do que a de um curador dedicado.

Apesar de o segundo pilar da estrutura psicanalítica de Freud, "Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade" (1905), tê-lo alienado ainda mais da psiquiatria da época, logo encontrou recrutas leais. Eles reuniam-se semanalmente para discutir casos interessantes e criaram a Sociedade Psicanalítica de Viena em 1908.

Trabalhando nas fronteiras das ciências mentais, esses pioneiros, muitas vezes excêntricos, tinham suas brigas. Os dois mais famosos "desertores" foram Alfred Adler e Carl Jung. Adler, médico de Viena e socialista, desenvolveu sua própria psicologia, que entendia a agressividade como expressão do descontentamento das pessoas que querem uma qualidade que não têm -digamos, macheza. "Complexo de inferioridade", uma expressão muito banalizada, é adleriano.

Freud não sofreu com a perda de Adler, mas com Jung foi diferente. Freud tinha consciência de que a maior parte de seus seguidores eram judeus e não queria tornar a psicanálise uma "ciência judaica". Jung, suíço de criação protestante, pareceu para Freud seu sucessor lógico, seu "príncipe herdeiro". Os dois foram muito próximos durante anos, mas a ambição de Jung e seu compromisso crescente com a religião e o misticismo -mal recebidos por Freud, ateu agressivo- finalmente os separou.

Enquanto perseguia suas pesquisas médicas, Freud chegou à conclusão de que os mistérios mais intrigantes estavam escondidos nas complexas operações da mente. No início da década de 1890, especializou-se em "neurastênicos" (principalmente em histéricos severos); eles o ensinaram muito, inclusive a arte de ouvir com paciência.

Ao mesmo tempo, ele começou a escrever seus sonhos, cada vez mais convencido de que poderiam oferecer chaves para o funcionamento do inconsciente, uma noção emprestada dos românticos. Ele se via como um cientista, tirando material de seus pacientes e de si próprio, pela introspecção. Em meados da década, ele estava envolvido em uma total auto-análise, uma empreitada para a qual não tinha orientação ou predecessores.

O livro que criou sua reputação na profissão -apesar de mal ter sido vendido- foi "A Interpretação de Sonhos" (1900), uma obra-prima indefinível. É análise de sonhos, autobiografia, teoria da mente e história de Viena. O princípio desse trabalho foi que as experiências mentais, assim como as físicas, são parte da natureza. Assim, Freud não admitia meros acidentes nos processos mentais. Tudo teria um significado, desde a noção mais sem sentido até o mais casual lapso de linguagem ou o sonho mais fantástico, e poderia ser usado para revelar as manobras freqüentemente incompreensíveis que chamamos de pensar.

Freud estava determinado não só em criar uma teoria ampla do funcionamento mental. Ele também queria desenvolver regras para a terapia psicanalítica e expandir seu retrato da natureza humana para envolver não só o divã, mas toda a cultura.

Ele criou o ouvinte mormente silencioso, que estimula o analisando a dizer o que lhe vem a mente, independentemente de ser tolice, repetição ou absurdo, e que intervém ocasionalmente para interpretar o que o paciente no divã está tendo dificuldades em dizer.

Apesar de alguns psicanalistas do começo pensarem que podiam dizer em que proporção seus analisandos saíam curados ou melhores da terapia, mais recentemente tais quantificações se mostraram impossíveis. A eficácia da análise continua uma questão controversa, apesar da mistura de psicanálise com remédios estar ganhando força.

As investidas de Freud na cultura -história, antropologia, literatura, arte, sociologia, religião- se provaram menos controversas, apesar de reter seu fascínio e fama. Como leal seguidor dos positivistas do século 19, Freud fez uma clara distinção entre a fé religiosa (que não se pode comprovar ou corrigir) e a inquisição científica (que admite os dois). Para ele, isso significava a negação de valor de verdade de qualquer religião, incluindo o judaísmo.

Quanto à política, ele foi claro. Em seu tardio e mais famoso ensaio, "O Mal-Estar na Civilização" (1930), observou que o animal humano, com suas necessidades insaciáveis, precisa ser inimigo da sociedade organizada, que existe em grande parte para reprimir desejos agressivos e sexuais. Na melhor das hipóteses, a vida civilizada é uma conciliação entre o desejo e a repressão. A doutrina, pouco confortável, garante que Freud nunca será verdadeiramente popular, mesmo que hoje todos falemos nele.

Em meados de março de 1938, quando Freud tinha 81 anos, os nazistas tomaram a Áustria e, depois de alguma relutância, ele emigrou para a Inglaterra, com sua esposa, sua filha favorita e a colega Anna "para morrer em liberdade".

Isso ele conseguiu, morrendo pouco depois de os nazistas invadirem a Polônia e darem início à Segunda Guerra Mundial. Ao ouvir um idealista proclamando que esta seria a última guerra, Freud, com seu humor estóico intacto, comentou, "minha última guerra".

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