DÚVIDA QUE TEM ME TOMADO TEMPO...
Estive pensando muito na teoria de Jung e não sei se ele escreveu algo sobre a velhice, mas não aquela velhice em que a pessoa continua trabalhando e produzindo intelectualmente, digo daqueles velhinhos que deliram e vêem pessoas e coisas que não existem mais... me passou pela cabeça, que talvez, como no início da vida, que o ego pudesse estar voltando pro inconsciente.... o que vcs acham ????
FOTO ILUSTRATIVA DO POST ABAIXO

durma com isso....

CONCLUSÃO DO TRABALHO COM MORADORES DE RUA

Quando decidimos pelos moradores de rua, não tínhamos idéia de como seria tocante essa experiência. Estávamos ali, sentadas naquele banco de praça, rodeada de moradores de rua, que cheiravam mal, não vamos mentir, que estavam embriagados, sujos, garoava, ficamos molhadas, mas nada disso importava pra nós, estávamos tão absortas naqueles relatos, que não nos importamos com os olhares curiosos que se lançavam para nós,  foi uma experiência de vida.

Pudemos perceber a carência que essas pessoas sentiam, carência de alguém que pudesse lhes ouvir, alguém que se interessasse em saber de sua história, alguém que olhasse para aquelas lágrimas naquele rosto sujo e dissesse: calma, estamos aqui pra te ouvir.

Saímos de exaustas, como se tivesse sugado toda a nossa energia. Percebemos que a perda do vínculo social com a família, tira completamente o sentido de se viver em sociedade, que a família é o mediador dessa interação indivíduo-sociedade. A busca por se sentir alguém, os faz serem um grupo, e eles se amam, é na verdade uma segunda família. Percebemos que a marca deixada pela sociedade nesses sujeitos, que são xingados, agredidos e até assassinados, os faz se sentirem como se não fossem capazes de sair daquela vida e que deve até ser verdade, o que dizem sobre eles, porque eles mesmos não acreditam em si próprios. É muito triste, saber que pessoas vivem naquela situação, ausentes de comida, ausentes de teto, ausentes de abrigo, ausentes de calor humano, expostos ao frio e a chuva, ausentes de contato, de afeto, ausentes de uma vida digna. Eles queriam um lugar pra morar, mas a sociedade não possibilita que isso aconteça e nós, cidadãos decentes, viramos as costas, quando nos deparamos com eles, dizemos que não temos dinheiro, fechamos o vidro de nosso carro blindado e ainda achamos que são vagabundos e sequer lhes damos uma oportunidade, projetamos nessas pessoas todo o “malque existe dentro de nós, mas que preferimos fechar os olhos, fingindo não percebê-los ou até mesmo os odiando. Fechamos essa conclusão de forma não conclusiva: O que fazer?

JIU JITSU FELINO + sonho macabro....

Muita correria por aqui, mas recebi esses fofos e não resisti, tinha que compartilhar com vocês

Sequência de jiu jitsu...

sobre mim... tive um sonho muito estranho, sonhei que estava matando duas pessoas, não lembro quem era, mas eram mulheres, tinha uma galera em casa que fazia parte do crime, entre eles, meu professor de psicologia da personalidade, o gilberto, vulgo rodela rsrs, eu não lembro quem matava, mas eu era cúmplice e a eli, minha amiga, era quem cortava as vítimas em pedaços, pra colocar no saco e jogar no lixo.... que punk né...

vou falar com a Ana Pandini, quem sabe ela me dá uma luz sobre esse sonho macabro... credo !!! Isso porque eu reclama que nunca lembrava dos meus sonhos..... acho que eu entendo pq eu não lembrava  

Oi....

Trabalhando....

O feriado foi tão bom...

Pena que acabou....

Mas o fim de semana está aí....

Beijinhos - Nada inspirados....

***

Aos que definitivamente não me querem bem:

"Como poderia imaginar que você
com esse seu olhar frio
de mal-me-querer
pudesse me encaminhar ao estio

Bem posso dizer
que você me ensina a ser forte
Ao tentar me ofender
ao aguar minha sorte
(...)

Por isso te digo
Até tenho carinho
Minha pedra, Meu desafio, Meu torto amigo"

***

Símbolos?  Estou farto de símbolos...
   Mas dizem-me que tudo é símbolo,
   Todos me dizem nada.
   Quais símbolos?  Sonhos. —
   Que o sol seja um símbolo, está bem...
   Que a lua seja um símbolo, está bem...
   Que a terra seja um símbolo, está bem...
   Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
   E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas,
   Para o azul do céu?
   Mas quem repara na lua senão para achar
   Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
   Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
   Chama terra aos campos, às árvores, aos montes,
   Por uma diminuição instintiva,
   Porque o mar também é terra...
   Bem, vá, que tudo isso seja símbolo...
   Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
   Mas neste poente precoce e azulando-se
   O sol entre farrapos finos de nuvens,
   Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
   E o que fica da luz do dia
   Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
   Onde se demorava outrora com o namorado que a deixou?
   Símbolos?  Não quero símbolos...
   Queria — pobre figura de miséria e desamparo! —
   Que o namorado voltasse para a costureira.

Álvaro de Campos - Fernando Pessoa

Poemas....

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